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O QUE VOCÊ VAI SER QUANDO CRESCER?



ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL PODE AJUDAR OS ADOLESCENTES A DECIDIREM SUAS CARREIRAS

Desde muito cedo, na primeira infância, uma pergunta feita pelos adultos faz muitos olhinhos brilharem: “O que você quer ser quando crescer?”. Diante disso, surgem muitas respostas, quase sempre cheias de empolgação: “Quero ser médico!”, “Quero construir prédios”, “Quero ser piloto de avião”. As meninas, normalmente, respondem que querem ser professoras, enfermeiras. Alguns se mantêm firmes em seus ideais profissionais para sempre, mas outros encontram dificuldades em decidir que carreira seguir.

Até o início do século XIX, as pessoas eram preparadas para ingressar no mercado de trabalho a partir de indicações de familiares. Quanto melhor o meio social e a condição financeira do indicado, mais alto o cargo e mais bem remunerado o ofício. Com o início da industrialização e a quebra das barreiras comerciais, surgiram novas relações de trabalho, e novas funções foram criadas. As carreiras se multiplicaram, então surgiram os primeiros centros de orientação profissional na Europa e Estados Unidos.

Quando se chega ao Ensino Médio, por volta dos 15 anos, uma certa ansiedade toma conta de quem ainda não se decidiu sobre o seu futuro, afinal são tantas as atividades e profissões que muitas vezes o adolescente fica confuso. No Brasil, o jovem é obrigado, muito cedo, a decidir o seu futuro profissional. E muitas vezes, ele nem se conhece direito. Diante da dúvida, vai atrás de ferramentas que possam ajudá-lo nessa escolha.

OS PRÓS E OS CONTRAS

Existem testes e outros trabalhos feitos por psicólogos e pedagogos que podem ajudar os jovens, mas esses testes não podem ser feitos de maneira indiscriminada e nem ser determinantes para a escolha profissional, pois escolher uma carreira exige muito mais do que testes que indiquem aptidão em uma ou outra área. Algumas escolas desenvolvem uma série de processos com os alunos, já no final do Ensino Fundamental.

Na Escola da Vila, testes vocacionais não são aplicados, em hipótese alguma. Todo teste exige um contexto próprio de aplicação, para que seja validado. É um instrumento individual, mesmo quando usado em situações de grupos. “A escola é, também, um espaço para a construção de relações interpessoais e o coletivo é uma das nossas prioridades. Dessa forma, o teste, se aplicado na escola, além de perder a confiabilidade dos resultados, traria uma dimensão ‘clínica’ que estaria se sobrepondo à dimensão educativa. Quando percebemos que o processo de escolha de um jovem está dificultado por questões particulares, podemos orientá-lo a buscar outro tipo de serviço, individual, inclusive, com a aplicação de testes” diz a orientadora profissional da instituição, Lílian Conceição.

O Colégio Guilherme Dumont Villares aplica uma pesquisa de afinidade pessoal e profissional, como visitas a universidades, encontros anuais de profissões, leitura de guias e pesquisa de campo, como complemento ao trabalho de orientação profissional realizado ao longo de diversos anos. É um instrumento que auxilia os jovens a visualizarem as 30 profissões que mais se relacionam com seu perfil pessoal e com suas afinidades, dentre as mais de 200 existentes. Também é feito um trabalho de autoconhecimento, percepção de interesses, afinidades pessoais e profissionais dos alunos, permitindo assim uma escolha mais autêntica e segura.

Guardadas as devidas proporções, escolher uma carreira pode ser comparado a escolher um prato de um cardápio de qualquer restaurante. O interesse não é por apenas um item. Se a escolha for uma massa, ou uma salada, por exemplo, prestamos atenção aos itens, aos ingredientes, que compõem o prato, aí, sim, escolhemos.

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